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sábado, 19 de junho de 2010
Análise Swot
Análise S.W.O.T.
é uma ferramenta estrutural utilizada na análise do ambiente interno, para a formulação de estratégias. Permite-se identificar as Forças e Fraquezas da empresa, extrapolando então Oportunidades e Ameaças internas para a mesma.De acordo com VALUE BASED MANAGEMENT (2007), Forças e Fraquezas (Strenghts e Weakness, S e W) são fatores microambientais de criação (ou destruição) de valor, como: ativos, habilidades ou recursos que uma companhia tem à sua disposição, em relação aos seus competidores.
Já as Oportunidades e Ameaças (Opportunities e Threats, O e T) são fatores macroambientais de criação (ou destruição) de valor, os quais a empresa não pode controlar, mas que emergem ou da dinâmica competitiva do mercado em questão, ou de fatores demográficos, econômicos, políticos, tecnológicos, sociais ou legais.
Uma organização deve tentar se adaptar ao seu ambiente externo. A análise S.W.O.T. é uma ferramenta excelente para analisar as forças e fraquezas internas de uma organização, e as oportunidades e ameaças externas que surgem como conseqüência. (VALUE BASED MANAGEMENT, 2007)
É fundamental fazer a análise S.W.O.T quando se cria um plano de marketing.
O modelo da análise S.W.O.T. normalmente é realizado usando um diagrama conforme abaixo, o que facilita a visualização sistêmica (visão do todo, e da interação entre as partes), e a relação entre cada um dos fatores:
Fonte: administracaoegestao.com.br
Plano de Marketing
O QUE É PLANO DE MARKETING?
Um plano de marketing identifica as oportunidades que podem gerar bons resultados para a organização, mostrando como penetrar com sucesso para obter as posições desejadas nos mercados (COBRA, 1992). De acordo com Las Casas (2001, p. 18), “o plano de marketing estabelece objetivos, metas e estratégias do composto de marketing em sintonia com o plano estratégico geral da empresa”. Para Westwood (1991 p. 19): Um plano de marketing é um documento que formula um plano para comercializar produtos e/ou serviços. O plano de marketing global da companhia pode ser composto a partir de uma série de planos de marketing menores para produtos ou áreas individuais. Ainda Westwood (1991), o plano de marketing disciplina o planejador a colocar suas idéias, fatos e conclusões de uma maneira lógica que pode ser seguidos por outros. O plano de marketing é à base do plano estratégico, pois determina, através de estudos de mercado, até mesmo o que, como e quando será produzido um bem, serviço ou idéia para a posterior venda a indivíduos ou grupos (COBRA, 1991). A certeza de que o marketing é a ferramenta gerencial que mais influencia a evolução do homem e da sociedade já não é mais novidade. A busca incessante pela satisfação de necessidades e desejos, mesmo os mais utópicos, tem levado o homem ao progresso, em termos sociais e tecnológicos, e a resposta para a solução de determinadas necessidades. É o que todos os administradores de marketing consideram genialidade (SCHEIDT, 2000, p.81). Os planos de marketing oferecem vários benefícios. Um plano de marketing bem feito ajuda os membros do departamento de marketing a reconhecer onde seus esforços devem estar concentrados e a observar e tirar o melhor proveito das oportunidades no mercado. Também proporciona um meio de medir o desempenho do departamento de marketing pela comparação dos resultados com os objetivos (CHURCHILL e PETER, 2000, p.101). TIPOS DE PLANOS Existem tipos de planos diferentes, para diferentes propósitos e não apenas um plano de marketing de “companhia”. Serão detalhados como: plano completo, plano básico, plano histórico e plano para um novo produto.(WESTWOOD, 1996). Plano completo: seria apropriado para o plano global de marketing da empresa e outros planos de marketing mais importantes. Plano básico: este já se enquadra mais com mercados bem delimitados e poderia ser mais útil ao tratar de um único produto. Não inclui a informação sobre orçamento e o demonstrativo de resultados. Plano histórico: é uma avaliação da posição atual. Pode ser usado como a primeira etapa de um plano global ou ser utilizado para uma série de produtos diferentes a fim de se decidir qual dele tem o maior potencial. Geralmente engloba somente até o diagnóstico. Plano para novos produtos: não existem dados históricos de venda, mas sim do produto que ele vai substituir ou de concorrentes. Caso seja um produto completamente novo, retém-se apenas na análise de mercado e concorrência. O orçamento é muito importante neste tipo de plano. METODOLOGIAS UTILIZADAS Percebe-se que as metodologias apresentadas por diferentes autores para a confecção de um plano de marketing têm muitas semelhanças. Essas metodologias possuem algumas diferenças, mas basicamente a formulação do plano segue a mesma linha de raciocínio. A seguir serão exemplificadas algumas metodologias. De acordo com Kotler (2000), o plano de marketing possui as seguintes etapas para a formulação:1. Missão do negócio; 2. Análise do ambiente externo (oportunidades e ameaças); 3. Análise do ambiente interno (pontos fortes e fraquezas); 4. Formulação de metas; 5. Formulação de estratégias; 6. Formulação de programas; 7. Implementação; 8. Feedback e controle. Segundo Skacel (apud LAS CASAS, 2001), o desenvolvimento de plano de marketing deve conter seis etapas: 1. Prepare um plano; 2. Liste problemas e oportunidades; 3. Mencione objetivos específicos; 4. Desenvolva estratégias; 5. Estabeleça orçamentos; 6. Projete vendas e lucros Já a metodologia desenvolvida por Westwood (apud LAS CASAS, 2001), possue as seguintes etapas a serem cumpridas na elaboração de um plano de marketing: 1. Estabeleça objetivos corporativos; 2. Realize pesquisa de marketing externa; 3. Realize pesquisa de marketing interna; 4. Realize uma análise de pontos fortes e fracos / oportunidades e ameaças; 5. Estabeleça objetivos de marketing e planos de ação; 6. Desenvolva estratégias de marketing e planos de ação; 7. defina programas que incluam propaganda / plano de promoções; 8. Estabeleça orçamentos; 9. Escreva o plano; 10. Comunique o plano; 11. Use sistema de controle para o plano; 12. Reveja e atualizeo plano. A metodologia desenvolvida por Bangs (apud LAS CASAS, 2001) é a seguinte: 1. Estabeleça a missão; 2. Defina objetivos de marketing para o próximo ano e próximos três anos; 3. Defina objetivos de vendas e lucros para o próximo ano e para os próximos três anos; 4. Desenvolva produtos e serviços; 5. Detrmine mercado-alvo; 6. Análise potencial do mercado; 7. Decida como você irá atingir os objetivos; 8. Identifique problemas potenciais; 9. Implemente e controle cronogramas; 10. Revise e atualize. Para Legrain e Magain (apud LAS CASAS, 2001) a elaboração de um plano de marketing deve conter as seguintes etapas: 1. Pesquise e análise dados internos; 2. Pesquise e análise os dados externos; 3. Determine objetivos; 4. Defina estratégia de desenvolvimento; 5. Fixe os objetivos de venda; 6. Marketing mix - escolha dos meios; 7. Desenvolva um plano de ação; 8. Início de realização; 9. Mensure. Las Casas (2001) observa que em todas as metodologias analisadas tem, sem exceção os seguintes componentes: a) Análise (diagnóstico) do ambiente interno e externo da empresa, identificando os pontos fortes e fracos, bem como as oportunidades e ameças; b) Diretrizes da empresa (missão, visão, objetivos, metas, políticas); c) Direcionamento das estratégias ou meios que se prentende atingir.; d) Sistema de controle e avaliação. Conclui-se então que metodologia desenvolvida por Las Casas (2001) que compreende em duas etapas é a base para o desenvolvimento de um plano de marketing: 1. Diagnóstico estratégico - onde será realizado a análise do ambiente externo, identificando as oportunidades e ameaças, e também será analisado o ambiente interno, este identificando os pontos fortes e fracos; 2. Prognóstico – plano de marketing propriamente dito, que compreenderá em determinar a missão, visão, objetivos e metas, estratégias, planos de ação, plano de custos, implementação, avaliação e controle.Fonte:administradores.com.br
sexta-feira, 18 de junho de 2010
Cauda Longa
Cauda Longa na Teoria e Prática. Apresentação criada para minha cadeira de Marketing Digital.
Cauda Longa
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Marketing de relacionamento com o uso da Web 2.0
Excelente apresentação sobre Marketing de Relacionamento para o século XXI.
quinta-feira, 17 de junho de 2010
Netvibes como ferramenta para gerenciar suas Redes Sociais
Para quem ainda não conhece o programa, segundo a Wikipedia o Netvibes é: "um desktop online baseado na tecnologia AJAX e é um exemplo da chamada Web 2.0.
Graças a sua tecnologia permite um alto nível de personalização, uma vez que nele é possível alterar o título da página, adicionar, mover, remover conteúdos dos mais variados etc. Entre os similares, estão o PageFlakes, o Goowy, o Live.com, da Microsoft, e os desktops do Yahoo e do Google. Em Portugal o Origo.pt."
Na semana passada na minha aula de Marketing Digital foi apresentado o site Netvibes, que permite criar seu próprio dashboard. Na mesma hora percebi que ele podia ser muito útil para gerenciar minhas redes sociais ( twitter, flickr, facebook, etc), e meus blogs, tudo numa só janela. Recomendo para quem é analista de mídias sociais utilizar o netvibes como ferramenta ou para acompanhar sua rede social em tempo real de forma compacta.
Para utilizá-lo dessa forma é muito fácil. Crie um página com o nome de "mídias sociais" por exemplo, nela você encontra suas ferramentas de redes sociais, primeiro clicando em "+ adicionar conteúdo" e depois em "Modulos essenciais".
A cada rede social que for adicionada o Netvibes vai pedir seu logon e senha. É possível editar quantas visualizações você quer acompanhar em cada uma, e pode organizar as janelas da forma que achar melhor.
Feito! Acompanhe sua web 2.0 sem se preocupar em ficar navegando em várias abas.
Graças a sua tecnologia permite um alto nível de personalização, uma vez que nele é possível alterar o título da página, adicionar, mover, remover conteúdos dos mais variados etc. Entre os similares, estão o PageFlakes, o Goowy, o Live.com, da Microsoft, e os desktops do Yahoo e do Google. Em Portugal o Origo.pt."
Na semana passada na minha aula de Marketing Digital foi apresentado o site Netvibes, que permite criar seu próprio dashboard. Na mesma hora percebi que ele podia ser muito útil para gerenciar minhas redes sociais ( twitter, flickr, facebook, etc), e meus blogs, tudo numa só janela. Recomendo para quem é analista de mídias sociais utilizar o netvibes como ferramenta ou para acompanhar sua rede social em tempo real de forma compacta.
Para utilizá-lo dessa forma é muito fácil. Crie um página com o nome de "mídias sociais" por exemplo, nela você encontra suas ferramentas de redes sociais, primeiro clicando em "+ adicionar conteúdo" e depois em "Modulos essenciais".
A cada rede social que for adicionada o Netvibes vai pedir seu logon e senha. É possível editar quantas visualizações você quer acompanhar em cada uma, e pode organizar as janelas da forma que achar melhor.
Feito! Acompanhe sua web 2.0 sem se preocupar em ficar navegando em várias abas.
Buzz Midia Social
Ações e Monitoramento em Redes Sociais. Texto com boa introdução sobre o que são as mídias sociais, estatísticas e estratégias de uso.
terça-feira, 15 de junho de 2010
Estatística sobre Relacionamento com o Consumidor
Dados ofertados por On Hold Messaging Association, Message On Hold e pela Voice Stamp; a pesquisa feita em serviços de telemarketing nos EUA mostram a dificuldade que os gringos também enfrentam problemas em atender bem seus clientes, assim como no Brasil. Fica aí uma demanda para ser suprida. CRM e estratégias de Marketing Digital com certeza têm espaço para solucionar esses problemas.
Para visualizarem melhor as imagens favor cliquem nelas.



Tradução criada pelo site: Mediatismo
Para visualizarem melhor as imagens favor cliquem nelas.



Tradução criada pelo site: Mediatismo
segunda-feira, 14 de junho de 2010
Campanha Web 2.0 nas eleições no Brasil.
O blog conquistemeuvoto.wordpress.com publicou um artigo bem interessante falando das campanhas dos candidatos para as eleições de 2010. Se trata de uma grande diferença dessas eleições comparada com as anteriores. Os partidos (principalmente o PT), fizeram um benchmarking forte na campanha de Barack Obama e estão seguindo seus passos. Postei um comentário no post do blog conquistemeuvoto e achei interessante expor aqui também no meu blog:
Sem dúvidas as tecnologias como SMS e as mídias sociais não terão o mesmo efeito em arrecadar doações e votos como conseguiu Barack Obama nos EUA. Embora o Brasil tenha um grande público internauta, existe uma pequena consciência política, e a massa não tem interesse em acompanhar a trajetória dos candidatos. Infelizmente nessa eleição ainda vai pesar muito os votos da massa, que não se informa e é facilmente manipulada por campanhas milionárias. O uso das redes sociais e blogs dos candidatos é mais por medo de ficar de fora da nova onda, e serem surpreendente derrotados, como aconteceu com os adversários de Obama. De qualquer forma a internet é um recurso barato, uma boa forma para candidatos como Marina Silva, que não tem tantos recursos, disseminar sua campanha para muito mais pessoas do que seria possível sem a web 2.0. Também é interessante o Brasil começar a construir seus cases de campanhas web 2.0, pois em breve essa estratégia vai ser efetivamente decisiva.
Sem dúvidas as tecnologias como SMS e as mídias sociais não terão o mesmo efeito em arrecadar doações e votos como conseguiu Barack Obama nos EUA. Embora o Brasil tenha um grande público internauta, existe uma pequena consciência política, e a massa não tem interesse em acompanhar a trajetória dos candidatos. Infelizmente nessa eleição ainda vai pesar muito os votos da massa, que não se informa e é facilmente manipulada por campanhas milionárias. O uso das redes sociais e blogs dos candidatos é mais por medo de ficar de fora da nova onda, e serem surpreendente derrotados, como aconteceu com os adversários de Obama. De qualquer forma a internet é um recurso barato, uma boa forma para candidatos como Marina Silva, que não tem tantos recursos, disseminar sua campanha para muito mais pessoas do que seria possível sem a web 2.0. Também é interessante o Brasil começar a construir seus cases de campanhas web 2.0, pois em breve essa estratégia vai ser efetivamente decisiva.
sexta-feira, 11 de junho de 2010
O que é Marketing
Achei interessante abordar no meu primeiro post sobre Marketing explicar o que é marketing. Fiz algumas pesquisas e encontrei um texto bastante completo que trás definições de grandes autores como: Philip Kotler e Theodore Levit. Segue abaixo o texto de Carlos Alberto de Faria.
A tradução de marketing, para o português, é mercadologia , muito embora os dicionários Aurélio e Michaelis já contemplem o vocábulo marketing. A tradução, com a terminação "logia", reforça a idéia de que corresponde a um novo campo de estudos.
Muitos, muitos mesmo - é até cultural -, confundem marketing com propaganda. Marketing, definitivamente, não é propaganda, ou pelo menos, não só propaganda. Propaganda é somente uma sub-parte do marketing. E, para o marketing de serviços, a propaganda tem sua importância reduzida, pois a melhor propaganda, nessa área de serviços, é a boca a boca. Mas esse não é o assunto hoje ...
O marketing, originalmente, é oriundo da economia, e alçou vôo próprio e independente da economia, quando se constatou que a base de conhecimento para uso do marketing precisava ser maior, mais abrangente, compreendendo, entre outras: sociologia, antropologia, estatística e psicologia.
Theodore Levitt, autor clássico da área, tem uma definição de marketing, muito utilizada e divulgada:
"Marketing é obter e manter clientes."
Essa definição, a nosso ver, é excelente como objetivo do marketing, mas não como definição do que é marketing.
O grande nome do marketing é, sem dúvida, Philip Kotler, que tem os livros de marketing mais lidos, adotados e traduzidos. Ele, em um dos seus últimos livros "Marketing para o século XXI", 1999, Editora Futura, reconheceu como o objetivo do marketing "o gerenciamento da demanda". É um conceito que merece nossa atenção e nosso sereno posicionamento, após, necessariamente, algum tempo de reflexão.
Philip Kotler tem algumas outras definições interessantes:
1. O marketing procura o equilíbrio entre a oferta e a demanda.
2. Marketing não é a arte de descobrir maneiras inteligentes de descartar-se do que foi produzido. Marketing é a arte de criar valor genuíno para os clientes. É a arte de ajudar os clientes a tornarem-se ainda melhores.
3. Marketing é a função empresarial que identifica necessidades e desejos insatisfeitos, define e mede sua magnitude e seu potencial de rentabilidade, especifica que mercados-alvo serão mais bem atendidos pela empresa, decide sobre produtos, serviços e programas adequados para servir a esses mercados selecionados e convoca a todos na organização para pensar no cliente e atender ao cliente."
Esta última definição está no livro mais recente de Philip Kotler, Marketing de A a Z, Editora Campus, 2003.
Como temos hoje o marketing pessoal, a colocação "empresarial" da última definição de Kotler, soa estranho. Mas esta é outra discussão que há na área, se marketing se constitui em uma área de estudos ou é apenas um conjunto, um apanhado de conceitos e conhecimentos de outras áreas.
Eu encaro o marketing como um conjunto de conhecimentos, oriundos de diversas áreas do conhecimento humano, que tenham aplicação para facilitar as trocas que se efetuam no mercado. Para mim marketing é mais a aplicação. metodologia, prática dos conhecimentos que favoreçam o estabelecimento de trocas proveitosas no mercado, enfim, é mais tecnologia do que ciência.
Muitos definem, operacionalmente, marketing, como um processo.
Marketing é "o processo de planejar e executar a concepção, estabelecimento de preços, promoção e distribuição de idéias, produtos e serviços a fim de criar trocas que satisfaçam metas individuais e organizacionais".
Esta é a definição da AMA - American Marketing Association.
Neste tipo de definição, mais operacional, o marketing é visto como um apanhado de conceitos de outras áreas. Mas alheio a isto, os estudiosos de marketing continuam avançando seus estudos com o intuito de dar sustentação ás necessidades do mercado e aos decorrentes lançamentos, subdividindo-se em vários grupos de estudo, a saber:
marketing pessoal;
marketing político,
marketing interno ou "endomarketing",
marketing de serviços,
marketing de massa,
marketing das nações,
marketing social,
marketing de relacionamento;
marketing de experiências e
marketing organizacional.
E, com certeza, podemos ser interrompidos por alguém que cite, apropriadamente, outro "tipo" de marketing.
Para mim, restam somente duas frases, uma definição e um objetivo, simples e diretas:
Marketing é o estudo das trocas que se realizam no mercado.
O objetivo do marketing é obter e manter clientes.
Carlos Alberto de Faria é sócio diretor da Merkatus
Fonte: http://www.merkatus.com.br
A tradução de marketing, para o português, é mercadologia , muito embora os dicionários Aurélio e Michaelis já contemplem o vocábulo marketing. A tradução, com a terminação "logia", reforça a idéia de que corresponde a um novo campo de estudos.
Muitos, muitos mesmo - é até cultural -, confundem marketing com propaganda. Marketing, definitivamente, não é propaganda, ou pelo menos, não só propaganda. Propaganda é somente uma sub-parte do marketing. E, para o marketing de serviços, a propaganda tem sua importância reduzida, pois a melhor propaganda, nessa área de serviços, é a boca a boca. Mas esse não é o assunto hoje ...
O marketing, originalmente, é oriundo da economia, e alçou vôo próprio e independente da economia, quando se constatou que a base de conhecimento para uso do marketing precisava ser maior, mais abrangente, compreendendo, entre outras: sociologia, antropologia, estatística e psicologia.
Theodore Levitt, autor clássico da área, tem uma definição de marketing, muito utilizada e divulgada:
"Marketing é obter e manter clientes."
Essa definição, a nosso ver, é excelente como objetivo do marketing, mas não como definição do que é marketing.
O grande nome do marketing é, sem dúvida, Philip Kotler, que tem os livros de marketing mais lidos, adotados e traduzidos. Ele, em um dos seus últimos livros "Marketing para o século XXI", 1999, Editora Futura, reconheceu como o objetivo do marketing "o gerenciamento da demanda". É um conceito que merece nossa atenção e nosso sereno posicionamento, após, necessariamente, algum tempo de reflexão.
Philip Kotler tem algumas outras definições interessantes:
1. O marketing procura o equilíbrio entre a oferta e a demanda.
2. Marketing não é a arte de descobrir maneiras inteligentes de descartar-se do que foi produzido. Marketing é a arte de criar valor genuíno para os clientes. É a arte de ajudar os clientes a tornarem-se ainda melhores.
3. Marketing é a função empresarial que identifica necessidades e desejos insatisfeitos, define e mede sua magnitude e seu potencial de rentabilidade, especifica que mercados-alvo serão mais bem atendidos pela empresa, decide sobre produtos, serviços e programas adequados para servir a esses mercados selecionados e convoca a todos na organização para pensar no cliente e atender ao cliente."
Esta última definição está no livro mais recente de Philip Kotler, Marketing de A a Z, Editora Campus, 2003.
Como temos hoje o marketing pessoal, a colocação "empresarial" da última definição de Kotler, soa estranho. Mas esta é outra discussão que há na área, se marketing se constitui em uma área de estudos ou é apenas um conjunto, um apanhado de conceitos e conhecimentos de outras áreas.
Eu encaro o marketing como um conjunto de conhecimentos, oriundos de diversas áreas do conhecimento humano, que tenham aplicação para facilitar as trocas que se efetuam no mercado. Para mim marketing é mais a aplicação. metodologia, prática dos conhecimentos que favoreçam o estabelecimento de trocas proveitosas no mercado, enfim, é mais tecnologia do que ciência.
Muitos definem, operacionalmente, marketing, como um processo.
Marketing é "o processo de planejar e executar a concepção, estabelecimento de preços, promoção e distribuição de idéias, produtos e serviços a fim de criar trocas que satisfaçam metas individuais e organizacionais".
Esta é a definição da AMA - American Marketing Association.
Neste tipo de definição, mais operacional, o marketing é visto como um apanhado de conceitos de outras áreas. Mas alheio a isto, os estudiosos de marketing continuam avançando seus estudos com o intuito de dar sustentação ás necessidades do mercado e aos decorrentes lançamentos, subdividindo-se em vários grupos de estudo, a saber:
marketing pessoal;
marketing político,
marketing interno ou "endomarketing",
marketing de serviços,
marketing de massa,
marketing das nações,
marketing social,
marketing de relacionamento;
marketing de experiências e
marketing organizacional.
E, com certeza, podemos ser interrompidos por alguém que cite, apropriadamente, outro "tipo" de marketing.
Para mim, restam somente duas frases, uma definição e um objetivo, simples e diretas:
Marketing é o estudo das trocas que se realizam no mercado.
O objetivo do marketing é obter e manter clientes.
Carlos Alberto de Faria é sócio diretor da Merkatus
Fonte: http://www.merkatus.com.br
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